A venda de jogos em mídia física continua sendo uma importante fonte de receita para as empresas do setor. No entanto, o mercado digital também vem demonstrando sua força em termos de lucratividade. De acordo com um relatório da
Alinea Analytics, as vendas digitais de
Resident Evil Requiem no
PlayStation 5 geraram uma receita superior à obtida com as vendas do jogo em todas as suas versões para
Xbox Series X|S.
De acordo com o relatório compartilhado por
Rhys Elliott, estima-se que Resident Evil Requiem tenha vendido 1,3 milhão de cópias físicas no PlayStation 5. Esse volume representa 30,2% da receita total do jogo nas plataformas da Sony. Além disso, a receita gerada pelas vendas físicas no PlayStation foi
1,8 vez maior do que a receita total obtida com as vendas digitais e físicas somadas no Xbox Series X|S.
Outros jogos também se destacaram pela participação das mídias físicas nas vendas totais. Títulos como
Marvel’s Wolverine,
007 First Light e
Crimson Desert registraram uma parcela significativa de suas vendas por meio dos discos físicos. No caso de Marvel’s Wolverine, foram vendidas 800 mil cópias físicas, de um total de 2,6 milhões de unidades comercializadas.
No mercado japonês, a participação das mídias físicas é ainda mais expressiva. Títulos como Pragmata e
Onimusha: Way of the Sword registraram mais de 44% de suas vendas nesse formato, reforçando a relevância dos jogos em disco em determinados mercados.
Mesmo com os bons números de vendas da mídia física, a Sony segue um caminho diferente de seus concorrentes ao reduzir o espaço dos jogos em disco em favor da distribuição digital. Essa mudança de estratégia gera preocupações entre os consumidores que ainda valorizam a compra de jogos físicos e a possibilidade de preservar suas coleções.
Outro desafio para a empresa é a constante descoberta de vulnerabilidades no PlayStation 5, que, em determinadas versões do sistema, possibilitam a execução de softwares não autorizados e até mesmo o desbloqueio do console. Embora essas brechas despertem o interesse de jogadores que buscam maior liberdade de uso, elas também representam uma dor de cabeça para a Sony, especialmente no combate à pirataria e na proteção de seu ecossistema digital.