Dirigido e roteirizado por Johannes Roberts, Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City chegou aos cinemas brasileiros em 2 de dezembro de 2021. Assim como ocorreu em seu lançamento mundial, o longa dividiu opiniões entre os fãs da franquia. Enquanto parte do público enxergou a produção como uma adaptação mais próxima dos jogos da Capcom, outra parcela a considerou uma das piores versões de Resident Evil já levadas para as telonas.
Lançado com a proposta de aproximar a franquia dos jogos da Capcom após anos de adaptações livres nos cinemas, Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City busca recriar eventos clássicos dos primeiros títulos da série, reunindo elementos de Resident Evil, Resident Evil 2 e até mesmo algumas referências a outros capítulos da saga. Com um orçamento relativamente modesto para os padrões de Hollywood, o filme aposta fortemente na nostalgia, trazendo cenários icônicos, personagens conhecidos e diversas referências que os fãs reconhecerão facilmente.
No entanto, a ambiciosa tentativa de condensar diferentes histórias em um único longa acaba gerando divisões entre o público. Enquanto alguns espectadores apreciaram a fidelidade visual e o clima mais próximo dos jogos, outros criticaram as mudanças realizadas nos personagens, a ausência de figuras importantes da franquia e o desenvolvimento apressado da trama.
Antes de analisar o roteiro, os cenários e os demais aspectos da produção, vale a pena observar como cada personagem foi adaptado para esta nova versão cinematográfica de Resident Evil.
Claire Redfield
Interpretada por Kaya Scodelario, Claire Redfield apresenta um visual bastante inspirado em Resident Evil 2 Remake. Embora a personagem tenha apenas 19 anos nos jogos, a atriz escolhida é consideravelmente mais velha. Ainda assim, Kaya entrega uma atuação convincente e consegue transmitir a personalidade determinada da protagonista.
O roteiro procura explorar o lado investigativo de Claire, que assume a missão de expor os crimes da Umbrella Corporation. Durante sua infância no Orfanato de Raccoon City, ela desenvolve uma ligação com Lisa Trevor e, assim como ela, quase se torna vítima dos experimentos conduzidos por William Birkin. Sua sorte é conseguir escapar da cidade ainda jovem, retornando apenas anos depois para alertar seu irmão sobre o que está acontecendo em Raccoon City.
Apesar das limitações do roteiro, Kaya Scodelario consegue entregar uma boa interpretação da personagem. Nos filmes estrelados por Milla Jovovich, a Claire interpretada por Ali Larter é mais fiel em alguns aspectos visuais e comportamentais, embora sua história seja completamente diferente da apresentada nos jogos. Particularmente, gosto das duas versões, cada uma à sua maneira.
Chris Redfield
Interpretado por Robbie Amell, Chris Redfield é provavelmente o personagem mais fiel visualmente ao material original. Seu visual lembra bastante a versão vista em Resident Evil Remake, e o ator consegue transmitir bem as características do personagem.
No filme, Chris nunca acreditou nas teorias de conspiração apresentadas por sua irmã, que o deixou sozinho em Raccoon City anos antes. Além disso, ele possui uma relação próxima com William Birkin, que funciona quase como uma figura paterna para ele. Quando Claire retorna à cidade, Chris inicialmente questiona suas intenções, mas, ao descobrir a verdade sobre a Umbrella Corporation, os dois acabam se reconciliando.
Assim como nos jogos, Chris demonstra ser um homem forte, leal e disposto a proteger aqueles que ama. Robbie Amell faz um bom trabalho ao interpretar o personagem, entregando uma das atuações mais sólidas do elenco principal.
Já a versão apresentada nos filmes anteriores pouco se assemelha ao Chris original. Além disso, após sua aparição em Resident Evil: Recomeço, o personagem praticamente desaparece da franquia sem maiores explicações.
Jill Valentine
Interpretada por Hannah John-Kamen, Jill Valentine é uma das personagens que mais se afasta da aparência e da personalidade vista nos jogos, o que gerou muitas críticas por parte dos fãs.
Diferentemente da versão original, a Jill do filme possui uma personalidade mais descontraída, demonstra grande entusiasmo por armas de fogo e frequentemente serve como alívio cômico em algumas cenas. Essa característica lembra muito mais Barry Burton do que a própria Jill dos jogos.
Apesar dessas mudanças, a personagem continua sendo extremamente leal aos seus companheiros e demonstra coragem durante toda a trama. Sua relação com Wesker também recebe mais destaque, incluindo algumas insinuações de interesse romântico que não existem nos jogos.
Mesmo não sendo uma adaptação fiel, Hannah John-Kamen entrega uma atuação carismática e competente. Sua Jill pode não agradar aos fãs mais puristas, mas funciona dentro da proposta apresentada pelo filme.
Em comparação, a Jill interpretada por Sienna Guillory nos filmes dirigidos por Paul W. S. Anderson continua sendo a versão cinematográfica mais próxima da personagem original. Tanto visualmente quanto em sua personalidade, ela preserva diversas características marcantes da heroína dos jogos, mesmo que a narrativa dos filmes frequentemente coloque Alice no centro dos acontecimentos.
Leon S. Kennedy
Interpretado por Avan Jogia, Leon S. Kennedy foi um dos personagens mais criticados pelos fãs após a divulgação do filme. Além do uniforme do R.P.D., pouco de sua aparência lembra a versão apresentada nos jogos. As críticas ao personagem foram tão intensas que parte da comunidade acabou ultrapassando os limites, chegando a atacar o ator nas redes sociais, o que o levou a desativar sua conta no Instagram.
Na história, Leon é transferido para Raccoon City após acidentalmente atirar em um colega durante seu treinamento na academia de polícia. Essa origem é completamente diferente da apresentada nos jogos, onde ele chega atrasado ao seu primeiro dia de trabalho e encontra a cidade já mergulhada no caos.
Durante boa parte do filme, Leon é tratado como motivo de piada pelos demais policiais e apresenta um comportamento mais imaturo do que sua contraparte dos games. Em alguns momentos, chega a agir como um adolescente, algo que desagradou muitos fãs. No entanto, à medida que a situação se agrava, o personagem começa a amadurecer e compreender a gravidade dos acontecimentos, demonstrando uma evolução ao longo da trama.
Apesar de não ser fiel à versão dos jogos, o filme tenta apresentar um lado mais humano e vulnerável do personagem. Já nos filmes estrelados por Milla Jovovich, Leon recebeu pouco desenvolvimento e parece ter sido incluído apenas como fan service. Sua versão cinematográfica era excessivamente séria, tinha poucas falas e sua relação com Ada Wong acabou sendo exageradamente explorada.
Albert Wesker
Interpretado por Tom Hopper, Albert Wesker é provavelmente o personagem que mais sofreu alterações em relação ao material original. Nos jogos, ele é um vilão frio, manipulador e sem qualquer remorso. Já no filme, sua personalidade foi completamente reformulada.
Durante a trama, Wesker demonstra arrependimento em diversos momentos e chega a afirmar que jamais machucaria uma criança. Seu objetivo continua sendo obter uma amostra do G-Vírus, mas seus métodos e motivações são muito diferentes daqueles vistos nos jogos.
Outro ponto que chama atenção é sua suposta morte. Diferentemente dos games, onde sua trajetória segue por caminhos completamente distintos, o Wesker do filme é atingido por um disparo feito por Jill Valentine e aparentemente morre em seus braços. No entanto, a cena pós-créditos revela que ele sobreviveu.
Entre todas as adaptações cinematográficas, a versão interpretada por Shawn Roberts nos filmes anteriores continua sendo a que mais se aproxima do personagem original. Em resumo, Bem-Vindo a Raccoon City não consegue apresentar um vilão à altura da importância de Wesker na franquia.
Brian Irons
Interpretado por Donal Logue, Brian Irons é um dos personagens que mais se aproxima da versão vista nos jogos. Embora não tenha um papel central na trama, o diretor lhe concede mais tempo de tela do que muitos personagens importantes.
Mesmo sem reproduzir toda a corrupção e insanidade do chefe de polícia original, sua participação funciona dentro da narrativa e contribui para a ambientação de Raccoon City.
William Birkin
Interpretado por Neal McDonough, William Birkin apresenta resultados mistos. Nos jogos, ele é um cientista brilhante da Umbrella Corporation que, após ter sua amostra do G-Vírus roubada por agentes da U.S.S., injeta o vírus em si mesmo e se transforma na icônica criatura conhecida como G.
No filme, porém, sua história é bastante modificada. Birkin desenvolve uma relação próxima com os irmãos Redfield, algo que nunca existiu no material original. Além disso, aspectos importantes de sua transformação e de sua obsessão pela filha, Sherry, recebem pouco desenvolvimento.
Como resultado, o personagem acaba ficando abaixo do potencial que possuía nos jogos.
Richard Aiken
Interpretado por Chad Rook, Richard Aiken apresenta uma aparência relativamente próxima à do personagem original. No entanto, sua participação é extremamente limitada.
Com poucas falas e pouco tempo de tela, Richard acaba sendo menos desenvolvido do que nos próprios jogos, onde possui uma participação mais memorável.
Sherry Birkin
Interpretada por Holly de Barros, Sherry Birkin desempenha um papel importante na trama, embora apresente algumas diferenças em relação aos jogos.
Durante a noite do desastre em Raccoon City, a garota passa a ter pesadelos envolvendo uma criatura monstruosa que mais tarde descobrimos ser seu próprio pai. Essas cenas ajudam a transmitir o medo e a vulnerabilidade da personagem diante dos acontecimentos.
Outra mudança significativa está em seu resgate. Nos jogos, Claire Redfield é responsável por salvá-la. Já no filme, essa função fica nas mãos de Jill Valentine e Chris Redfield.
Brad Vickers
Interpretado por Nathan Dales, Brad Vickers possui uma participação bastante reduzida. Assim como outros membros dos S.T.A.R.S., ele recebe poucas falas e não tem tempo suficiente para desenvolver sua personalidade.
Além disso, sua caracterização visual também se distancia da versão apresentada nos jogos.
Annette Birkin
Interpretada por Janet Porter, Annette Birkin é outra personagem que recebe pouco destaque na adaptação. Diferentemente dos jogos, onde exerce um papel importante como cientista da Umbrella Corporation, sua participação aqui é bastante limitada.
Sua relação com William Birkin e sua relevância para os acontecimentos envolvendo o G-Vírus acabam sendo pouco exploradas.
Lisa Trevor
Interpretada por Marina Mazepa, Lisa Trevor é uma das inclusões mais curiosas do filme. Originalmente apresentada em Resident Evil Remake, a personagem acaba assumindo uma função completamente diferente da vista nos jogos.
Sua presença parece servir como uma espécie de substituição para figuras icônicas como Mr. X e Nemesis, que ficaram de fora da adaptação. Embora o diretor consiga inseri-la na narrativa de forma razoável, sua participação dificilmente compensa a ausência de dois dos perseguidores mais famosos da franquia.
Além disso, a personagem se distancia bastante de sua versão original ao ajudar Claire em determinados momentos da história.
Enrico Marini
Interpretado por Sammy Azero, Enrico Marini possui uma participação bastante discreta. Como personagem secundário, ele aparece em poucas cenas e não recebe desenvolvimento significativo.
Sua principal função é interagir com os demais membros dos S.T.A.R.S., incluindo algumas provocações direcionadas a Leon, mas nada que tenha grande impacto na trama.
Ben Bertolucci
Interpretado por Josh Cruddas, Ben Bertolucci é um dos personagens secundários mais interessantes do filme.
Nos jogos, Ben é um jornalista que se refugia em uma cela para escapar das criaturas que dominam Raccoon City. Já na adaptação, ele é preso após descobrir informações comprometedoras sobre a Umbrella Corporation.
Apesar das diferenças, o personagem continua exercendo um papel importante na investigação dos acontecimentos da cidade e auxilia Claire a descobrir a verdade por trás da empresa. Mesmo sem ser totalmente fiel ao material original, sua participação funciona bem dentro da proposta do filme.
Ada Wong
Interpretada por Lily Gao, Ada Wong faz apenas uma breve aparição na cena pós-créditos, algo que certamente decepcionou muitos fãs da franquia. Considerando a importância da personagem nos acontecimentos de Resident Evil 2, sua participação acaba sendo bastante limitada.
Na cena final, Ada surge para resgatar Albert Wesker após os eventos do filme. Durante o encontro, Wesker recebe seus icônicos óculos escuros, uma clara referência aos jogos e uma indicação de que uma continuação estava sendo planejada.
Ada também apareceu na antiga série de filmes estrelada por Milla Jovovich, fazendo sua estreia em Resident Evil: Retribuição. Sua participação naquele filme trouxe diversas referências a Resident Evil 4, tornando a personagem mais presente na trama do que nesta nova adaptação.
Cenários
Em uma tentativa de compensar as falhas do roteiro, Johannes Roberts apostou fortemente na nostalgia dos fãs. Nesse aspecto, o filme acerta ao recriar diversos cenários icônicos da franquia com um nível de detalhe impressionante.
A Delegacia de Polícia de Raccoon City (R.P.D.), a Mansão Spencer e o Orfanato de Raccoon City possuem forte inspiração nos jogos, especialmente nas versões mais recentes lançadas pela Capcom. A lanchonete onde os membros dos S.T.A.R.S. se encontram também é uma referência bastante interessante para os fãs mais atentos.
Por outro lado, a representação da cidade de Raccoon City deixa a desejar. Nos jogos, a cidade é apresentada como uma pequena comunidade cercada por montanhas, enquanto no filme essa característica praticamente não existe. A sensação de isolamento e de cidade interiorana acaba sendo perdida.
Ainda assim, o excelente trabalho realizado em cenários como o R.P.D., a Mansão Spencer e o Orfanato ajuda a compensar parte das mudanças feitas na adaptação.
Inimigos
Considerando que o filme utiliza elementos dos três primeiros jogos da franquia, seria esperado um número maior de criaturas e monstros clássicos. No entanto, a produção trabalha com um grupo bastante reduzido de inimigos: zumbis, Lickers, cães infectados e Lisa Trevor.
Os zumbis apresentam resultados variados. Alguns possuem um visual convincente, principalmente aqueles encontrados na Mansão Spencer, enquanto outros parecem descaracterizados e pouco ameaçadores.
Os Lickers mantêm uma aparência bastante próxima da vista nos jogos, mas os efeitos visuais ficam abaixo do esperado em diversos momentos. Considerando que a Capcom colaborou com a produção em alguns aspectos, muitos fãs esperavam um resultado mais impressionante para uma das criaturas mais icônicas da série.
Já os cães infectados representam um dos pontos mais fracos dos efeitos especiais do filme. A modelagem e as texturas são bastante simples, fazendo com que várias cenas pareçam datadas. Não foram poucas as comparações feitas por fãs com gráficos da era PlayStation 2.
Lisa Trevor, por sua vez, é uma escolha bastante controversa. Originalmente apresentada em Resident Evil Remake, ela assume um papel muito diferente nesta adaptação. Além disso, sua presença parece substituir dois dos perseguidores mais icônicos da franquia: Mr. X e Nemesis.
Embora Roberts tenha conseguido encaixá-la na narrativa, é difícil não questionar a ausência de personagens tão importantes para a história de Resident Evil 2 e Resident Evil 3. A impressão que fica é que a decisão esteve mais relacionada às limitações orçamentárias do que a uma escolha criativa do roteiro.
Roteiro
A maior fraqueza de Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City está em seu roteiro.
Ao tentar adaptar os eventos de Resident Evil 0, Resident Evil, Resident Evil 2 e até mesmo alguns elementos de Resident Evil 3 em pouco mais de uma hora e meia, o filme acaba não desenvolvendo adequadamente nenhum dos núcleos apresentados.
Diversos personagens importantes recebem pouco tempo de tela, enquanto acontecimentos fundamentais da franquia são simplificados ou completamente ignorados. Como consequência, muitos personagens acabam tendo suas personalidades alteradas ou reduzidas para caber na narrativa.
Considerando o orçamento estimado em US$ 25 milhões, talvez uma adaptação focada apenas em Resident Evil e Resident Evil 0 tivesse funcionado melhor. Ambos compartilham uma ambientação semelhante, exigiriam menos cenários e permitiriam um desenvolvimento mais profundo de personagens como Barry Burton e Rebecca Chambers, que sequer aparecem no filme.
A decisão de reunir elementos de vários jogos parece ter sido motivada pelo apelo nostálgico e pelo potencial comercial da franquia, mas acabou prejudicando a construção da história.
Referências
Um dos maiores acertos do filme está na quantidade de referências espalhadas ao longo da narrativa.
Entre elas está uma menção bastante discreta a Rebecca Chambers, personagem que existe no universo do filme, embora nunca apareça diretamente em cena.
A lanchonete frequentada pelos membros dos S.T.A.R.S. é uma clara referência ao restaurante visto na introdução de Resident Evil 2. Já na primeira aparição de Chris Redfield, seu figurino lembra bastante o visual utilizado ao final do primeiro jogo clássico.
Outra referência divertida é a frase "Who is Alice?", vista sobre a mesa de Richard Aiken. A citação funciona como uma brincadeira direta com os filmes anteriores e com a protagonista criada exclusivamente para os cinemas.
Também temos a clássica música Moonlight Sonata, utilizada para abrir uma passagem secreta na Mansão Spencer. Nos jogos, essa função pertence a Jill Valentine, enquanto no filme é Albert Wesker quem executa a melodia.
O famoso "Jill Sandwich" também marca presença. Em uma cena descontraída, Jill vence uma aposta feita por Wesker e pega seu sanduíche, fazendo uma referência a uma das frases mais conhecidas da série.
Outras referências incluem o quebra-cabeça dos quadros da Mansão Spencer, o isqueiro de Chris inspirado em Resident Evil CODE: Veronica, os óculos escuros de Wesker na cena pós-créditos e uma sequência envolvendo Brian Irons sendo perseguido por um cão infectado, remetendo diretamente aos acontecimentos de Resident Evil 2.
Pontos Positivos e Negativos
- O filme é extremamente apressado.
- Muitos personagens recebem pouco desenvolvimento.
- Ada Wong aparece apenas na cena pós-créditos.
- Os efeitos visuais ficam abaixo do esperado em diversos momentos.
- A ausência de personagens e criaturas icônicas prejudica a adaptação.
- O roteiro tenta adaptar conteúdo demais em pouco tempo.
Pontos Positivos
- Excelente recriação de diversos cenários clássicos.
- Grande quantidade de referências aos jogos.
- Boa ambientação em momentos específicos.
- Algumas atuações se destacam positivamente.
- A dublagem brasileira apresenta ótima qualidade.
- O filme tenta explorar um lado mais humano dos personagens.
Conclusão
Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City é um filme que claramente buscou agradar os fãs dos jogos através da nostalgia. Em diversos momentos, essa estratégia funciona graças aos cenários, referências e elementos retirados diretamente da franquia da Capcom.
Porém, as limitações do roteiro acabam pesando bastante. A tentativa de condensar vários jogos em uma única história compromete o desenvolvimento dos personagens e reduz o impacto de diversos acontecimentos importantes.
Minha nota para o filme é 7,0/10. Com mais tempo de produção, um roteiro mais focado e um desenvolvimento melhor dos personagens, o resultado poderia ter sido muito superior. Infelizmente, não foi desta vez que uma adaptação cinematográfica de Resident Evil conseguiu alcançar todo o potencial da franquia.
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